quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Roraima 23/08/2008, dia 1

Bom, a primeira coisa a aprender ao chegar a Roraima é a falar o nome do estado. Enquanto nós aí do Sul falamos Rorâinma, ou seja, com o "a" fechado e com o som nasal, aqui no estado de Macunaíma (e quem sabe no Norte) todos falam Roráima, ou seja, o "a" aberto e sem nasalizacao.

Outra informacao interessante sobre o estado da polemica Reserva Raposa Serra do Sol é o numero de habitantes: Roraima tem 400 mil e Boa Vista tem 200 mil, sendo o estado menos populoso do Brasil.

Em Roráima, fomos recebidos pelo meu amigo Joao Miguel Kimak, que nos deu uma recepcao pra lá de boa. Já antes de chegarmos percebemos que o Joao era quase o dono da cidade, ou pelo menos amigo de todo mundo. Primeiro ele arrumou o hotel de um amigo dele para ficarmos de graca. Interessante é que o hotel é um dos poucos prédios da cidade, pois Boa Vista, assim como Brasília, Palmas e outras cidades brasileiras, foi planejada e é fomada principalmente por casas, com avenidas largas (4 pistas) e com pouquíssimos semáforos.

Ao chegarmos em Boa Vista já dava para ver a mudanca da vegetacao em relacao a floresta amazonica, no lugar de floresta densa há uma savana, chamado pelo pessoal aqui de lavrado, com palmeiras e algumas serras esparsas.

Ao descermos do aviao o calor já mostrou o que vinha pela frente. Depois de deixarmos as coisas no Hotel Barrudada fomos dar uma caminhada pela cidade, no sol. A primeira dificuldade é atravessar a rua, pois como falei as avenidas sao largas e nós, mal-educados, atravassávamos fora da faixa. Depois, ao percebermos que todos os carros param na faixa, vimos como era mais fácil dessa forma. Da caminhada tiramos algumas fotos do Monumento ao Garimpeiro (talvez em homenagem a esse homem protetor da natureza, :-) )

O Joao comenta que na década de 80, durante o ciclo de ouro em Roraima, o aeroporto era o mais movimentado do país em pousos e decolagens, fato a ser confirmado. De qualquer forma, ainda tem muito ouro lá, mas estava sendo tirado de uma forma completamente desordenada. O que ocorreu na prática foi que as terras foram transformadas em reservas indígenas (uma delas a Raposa Serra do Sol).

Voltando ao passeio, depois de um breve passeio paramos em uma loja para tomar um café. Tente imaginar a loja: toda em madeira com o mais fino acabamento, atendentes uniformizadas, roupas de marca, um café em um balcao também em madeira, uma TV de plasma 42" passando um DVD da Madonna, caixa do bar com monitor em LCD. Tá certo que é a loja mais fina da cidade, mas ficamos impressionados. Lá foi uma boa parada para mais um prato local e um suco de murici. Vale lembrar que suco aqui nao é o que tomamos aí. O suco aqui é denso, grosso, feito na hora, vem na jarra, com a fruta mesmo, o suco aí do sul, bem aguadinho, é chamado de refresco aqui.

Depois da volta, fomos à área de para-quedismo onde o Joao estava dando curso de para-quedismo. Ao chegar lá o camarada já arranjou uma vaga de graca para eu voar no Caravan que lancava os para-quedistas e pediu para o piloto fazer a "com emocao". Para encurtar, assim que o último saltou o aviao embicou e deu para ver as pessoas em queda-livre ao lado, detalhe, isso com o aviao sem a porta traseira (por onde os pqds saltam). Foi uma ótima montanha-russa.

Antes de sairmos para jantar fomos conhecer parte do Império dos Kimak, o Super Car Cine, o cinema do Joao. Quem está imaginando um cineminha simples pode imaginar de novo, o cinema tem 7 salas! e um visual futurista com paredes e corredores em estilo rochoso, nao sei descrever bem, mas impressiona.

Por fim o jantar nao poderia ser diferente: peixes locais e sucos da amazonia. Tomamos um de taperebá e outro de cupuacu (ss).

Buenas, esse foi o primeiro dia, que comecou bem cedo às 4h30 a.m. em Floripa, depois, exaustos só nos restou ligar o ar-condicionado no máximo e dormir.

mais info sobre a viagem no blog da Carol: http://coordenadaxy.blogspot.com/

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